“O homem em busca de si – Rollo May – pág. 22 abstraio frase: “A apatia e a falta de emoções são defesas contra a ansiedade. Quando alguém continuamente defronta-se com um perigo que é incapaz de vencer, sua linha final de defesa é evitar a sensação de perigo
o ato de ler
domingo, 23 de agosto de 2026
quinta-feira, 16 de janeiro de 2025
O PODER DO HÁBITO - Charles Duhigg
Numa manhã clara de janeiro de 2025, percorro minha estante de livros, em busca de algum título que motive a jornada entre leituras.
Um me chama especial atenção e a ele me encaminho e o tenho em mãos:
O poder do Hábito - do jornalista Charles Duhigg
Adquirido em 03/12/2015, na Livraria Siciliano, Av. São Carlos, quando saíamos de uma das nossas aulas da RASC e adentrávamos o estabelecimento que estava prestes a fechar suas atividades na cidade de São Carlos.
O livro volumoso em páginas, 400, capa amarela e título poderoso, logo chama nossa atenção, em meio a tantos títulos e preços convidativos. Assim, logo o tínhamos em posse e leitura.
Hoje, contudo, decorridos quase dez anos de sua aquisição, meu companheiro de jornada não mais está comigo e, tenho de me acostumar diariamente às leituras à só.
Bom, meu olhar neste agora é completamente diferente daquele empreendido à dois. Os comentários o faço com a prima Matilde que me ouve e palpita vez ou outra.
O tempo faz com que passemos a olhar sob outro ângulo; experiências inúmeras fazem com que adentremos nosso próprio interior e dele extraíamos pontos além da leitura.
Assim é que logo no preâmbulo encontro o porquê do tema:
"O objetivo dos pesquisadores era descobrir como os hábitos funcionam em nível neurológico - e o que era necessário para fazê-lo mudar". - pág. 10
Mediante esse breve preâmbulo, o que se destaca é que devemos ter objetivos para lutar, a fim de mudar de hábitos.
"Hábitos podem ser mudados, se entendermos como eles funcionam" - p.15
"Se você acredita que pode mudar - se faz disso um hábito - , a mudança se torna real... seus hábitos são o que você escolhe que eles sejam... " pág. 285
"A rotina acontece por hábito. Os hábitos, dizem os cientistas, surgem porque o cérebro está a todo tempo procurando maneiras de poupar esforços. Se deixados por conta própria o cérebro tentará transformar quase qualquer rotina num hábito, pois os hábitos permitem que nossas mentes desacelerem com mais frequência". pág. 35
"Quando um hábito surge, o cérebro para de participar totalmente da tomada de decisões... " pág. 37
"Hábitos, tanto quanto a memória e a razão, são a raiz do nosso comportamento..." pág. 42
quinta-feira, 21 de novembro de 2024
ENTREVISTA ATRAVÉS DE LETRAS MUSICAIS
Numa quarta-feira ensolarada, 20/11/2024, logo pela manhã
sou surpreendida com linda mensagem da amiga Maria Esther, não tenho a fonte. O
caderno de anotações me serviu para capturar toda a fala, e, além do mais, o
blog seria o veículo apropriado para que a mensagem pudesse alcançar outras
pessoas também. Assim, o faço a partir deste momento. Vamos lá à nossa
entrevista.
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- Quando você nasceu?
_ Eu nasci a dez mil anos atrás e não há nada neste mundo
que eu não saiba demais
Autor Raul Seixas, (Salvador, 28/06/1945 – São Paulo
21/08/1989)
Título: A dez mil anos
- Onde você mora?
_ Moro num país tropical, abençoado por Deus e bonito por
natureza, mas que beleza...
Autor: Jorge Ben Jor,
(Rio de Janeiro, 22/03/1939 - )
Título: País tropical
- Que conselho você daria para as pessoas desanimadas?
_ Canta, canta minha gente, deixe a tristeza prá lá, canta
forte, canta alto que a vida vai melhorar
Autor: Martinho da Vila, (Duas Barras/RJ – 12/02/1938 - )
Título: Canta, canta minha gente
- Você consegue manter viva a esperança de um mundo melhor?
_ É o amor que mexe com a minha cabeça e me deixa assim
Autor: Zezé Di Camargo - (Pirenópolis/GO - 17/08/1962 - ) e
Luciano (Pirenópolis/GO - 20/01/1973 - )
- Uma meta na vida?
_ Eu quero ter um milhão de amigos e bem mais forte poder
cantar
Autor: Roberto Carlos – (Cachoeiro de Itapemirim /ES – 10/04/1941
- )
Título: Eu quero apenas
Durante as dificuldades a quem você recorre?
_ Jesus Cristo, Jesus Cristo, Jesus Cristo eu estou aqui
Autor: Roberto Carlos – (Cachoeiro de Itapemirim /ES – 10/04/1941
- )
Título: Jesus Cristo
- Qual o seu conselho a quem tem medo?
_ Segura na mão de Deus, segura na mão de Deus, pois ela,
ela te sustentará
Autor: Pastor Nelson
Monteiro – (falecido em 2018 aos 82 anos)
Título: Segura na mão de Deus
Quando você era jovem qual era seu objetivo?
_ Nessa longa estrada da vida, vou correndo e não posso
parar, na esperança de ser campeão, alcançando o primeiro lugar
Autor: José Rico (São José do Belmonte /PE – 29/06/46 – 03/03/2015
/ SP)
Título: Estrada da Vida
- E hoje, com mais experiência, como você encara a vida?
_ Ando devagar porque já tive pressa e levo esse sorriso
porque já chorei demais. Hoje me sinto mais forte, mais feliz quem sabe, só
levo a certeza de que muito pouco eu sei ou nada sei...
Autor: Almir Sater (Campo
Grande/MT – 14/11/56 - ) e Renato Teixeira (Santos/SP – 20/05/45 - )
Título: Tocando em frente
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Captura de falas e postagem por Inajá Martins de Almeida
Fonte: desconheço, apenas chegou-me o vídeo repassado em 20/11/2024 - quarta-feira / Araras
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quinta-feira, 31 de outubro de 2024
O GUARDIÃO DO TEMPO - Mitch Albom
O GUARDIÃO DO TEMPO - 07/05/2019 -
Janeiro
de 2016, a capa nos chama atenção, em especial a mim que me atenho ao tempo e
aos relógios. Tenho comigo um relógio como esse que meu pai orgulhosamente
trazia consigo sempre no bolsinho da calça, preso à cinta. Leio as imagens,
percorro algumas falas
"A inabalável convicção de Mitch Albom de que nossas vidas tem sentido
é reconfortante" People Magazine (capa)
Todo o percurso das
falas me é significativo; eis que
_ "Um homem
senta-se sozinho numa caverna". (p.8)
A solidão dos dias
atuais, a complexidade do tempo quando nos falta tempo, nossas cavernas, locais
de isolamento e refúgio e quanto tempo nos resta, questões que enfrentamos
quando percebemos o tempo escoar em nossas mãos e nada podemos deter. Eis que retomo
alguns apontamentos de anos, mais precisamente 2016, quando da aquisição e leitura
do livro.
Naquele momento, o
tempo nos parecia interminável - o trabalho, as viagens, os jovens das cidades
que percorríamos, São Carlos, Araraquara, Limeira, enfim, nada nos preocupava
sua brevidade. Almejávamos muitos anos de convivência, a qual nos fora
abreviada abruptamente. E volto ao livro e abstraio:
_ "Esta
é uma história sobre o sentido da vida". (p.12)
E recorro aos meus
grifos, aos meus apontamentos entre as folhas que me encaminham à leitura.
Interessante notar, ao voltar a eles, o significado invertido - hoje temos
noção de algo que não nos advinha naquele instante.
_ "Todos
sentimos saudade do que perdemos. Mas, às vezes, esquecemos o que possuímos
agora". (p.142)
E percebo a saudade
apertar o peito e grito:
_ "Por favor,
faça ser ontem". (p.141)
Hoje grita em mim o
ser dias, meses e ano passados. Quem sabe o percurso do relógio pudesse ser
alterado. Quem sabe colocássemos nosso rosto contra a parede e solicitássemos
por mais tempo... Talvez até o fizemos, mas não fomos ouvido.
Entretanto, a
narrativa do autor me coloca dentro da saudade do que perdi, ao mesmo tempo em
que me remete ao que possuo neste instante e passo a me entregar de corpo e
alma aos meus apontamentos, aqueles que me dão sentido ao tempo presente. Percebo,
então, que o tempo passado me tem sido generoso e
_ "Nunca é
tarde demais nem cedo demais. É quando deve ser. (p.174)
Sim! Nunca é tarde
demais. Meu companheiro de jornada me fora presente durante um tempo
significativo; meu entendimento o requeria mais, mas o distanciamento chega
quando deve chegar e o tempo tem seu curso e seu sentido, assim, penso que ao
me recompor estou a regressar ao ontem, de dias, meses e anos, quando meus
apontamentos eram somente significativos das linhas que me
alcançavam. Agora elas me retornam com significado outro, pois que...
_"É quando
estamos mais sozinhos que abraçamos a solidão alheia". (p. 199)
Quantas vezes,
relendo essa passagem grifada, não pude perceber e compreender a dor de uma
"solidão alheia". As lágrimas derramadas em silêncio, pelo
companheiro que, de tão próximo, eu não podia enxugá-las; até que num leito
branco de UTI hospitalar, uns olhos tão familiares, de um homem prostrado,
inerte, quase sem os movimentos, vertiam translúcidas gotículas brilhantes,
puderam me atentar ao fato e as enxuguei vez ou outra. Agora, entretanto, as
palavras fugidias, requeriam silêncio que silenciava ambos; já se fazia tarde
por demais. Entretanto, são as palavras que tornam a me encontrar e me
envolvem numa serena paz...
_ "Os fins
são para ontem, não para amanhã". (p.207)
Sim... Os fins
justificam os meios; encontrei o fio da meada, pois, enquanto me vi privada de
uma companhia que ficou no ontem, a companhia de minhas releituras e meus
apontamentos para este espaço tão familiar a nós, que o criamos juntos, num
tempo que fora registrado para não se perder no tempo, justificam os meios para
um hoje. E avanço as páginas e elas me repercutem audaciosas...
_"O que estão
todos fazendo?"
_ "Assistindo
as suas lembranças."
_ "Para
quê?"
_"Para se
lembrarem de como é sentir". (p.217)
Eu apenas reforço
meu sentir memorialista - sempre tive bem perto de mim meus momentos memoráveis
para contar e registrar, claro, não tão forte como agora, mas sempre os tive
por perto. Meu companheiro era mais fugaz, não recorria ao passado, ansiava
apartá-lo de si, muito embora, quase que impossível, senão impossível. Meu pai
legou-me essa herança que venho a multiplicar em linhas de memórias tantas.
Sinto latente a necessidade de expor meu sentir interno, para, vez ou outra, a
ele retornar, para poder me compreender cada vez mais.
Sei muito muito bem
que nosso tempo infinito faz com que percebamos a importância vital de nos
relacionarmos de forma a menos conflituosa possível, muito embora, quantas
vezes, atropelamos esse saber, criando situações adversas desnecessárias.
_ "Com o tempo
infinito, nada é especial. Sem perda nem sacrifício, não podemos apreciar o que
temos". (p.218)
As perdas me
acompanham algum tempo, avós, tios, primos, irmão, mãe, pai, recentemente meu
companheiro de belas jornadas. Confesso não imaginar passar por esta
experiência brutal do distanciamento. Julgará ir primeiro, todavia, penso mais
confortável minha permanência, do que o contrário. Da forma como estou a conduzir
minha envelhescência, imagino ser mais tranquila esta jornada, ainda que sinta
enorme saudade e presença da ausência inesperada.
_ "Há uma razão para Deus limitar nossos dias.
_ Qual?
_ É para tornar cada um deles precioso". (p.219)
A partir desse distanciamento que me tem sido tão presente, refaço o
encontro...
_ "... destinos se ligam de modos que não
compreendemos"... (p.223)
Lembro da chegada de Élvio, quantas horas de conversas, quanto aprendizado.
Estes blogs construídos juntos. Leituras compartilhadas. Estudos fundamentados.
Trabalhos realizados. E posso acreditar que o propósito de Deus é bem maior
para conosco. Quando O colocamos em ação é Ele que direciona nossa vida. Sabe a
hora da chegada e da partida.
Quando Deus quer trabalhar, o comando é somente Dele, e não nos cabe
interferir, razão pela qual me sinto a mais produtiva nesses meses que seguiram
o desenlace.
_ "Nunca é tarde demais nem cedo demais". (p.226)
porque...
_ "Não podemos parar o que é escolhido pelos céus". (p.228)
Assim é que ao retornar ao passado tempo, o tempo me proporcionou um presente
confortável entre a releitura de trechos que me foram significativos, naquele e
neste tempo.
E, se o tempo me pede conta do tempo, tenho de dar conta do tempo que tenho em
conta. E sempre encontro tempo para minhas contas, que estou a contar neste
tempo.
Obrigada escritor pelas palavras encorajadoras. Este livro me levou a outros
que serão referenciados aqui:
"As cinco pessoas que você encontra no céu" - inclusive o filme me
fora gratificante tanto quanto a leitura.
"A última grande lição: o sentido da vida" - o qual levado a filme,
está na minha lista por assistir.
___________________
Albom,
Mitch - O guardião do tempo / Mitch Albon [tradução de Lucia
Ribeiro da Silva]; São Paulo: Arqueiro, 2013
terça-feira, 29 de outubro de 2024
IKIGAI - UMA RAZÃO PARA SER
Conceito:
![]()
A partir do
gráfico dos quatro (4) elementos, elenco os passos, de acordo com minha
experiência ao longo dos anos:
PROPÓSITO
Outros
pontos levantados pela mandala Ikigai - Reflexão:
ENCONTRANDO SEU IKIGAI - análise de autoconhecimento
sexta-feira, 22 de março de 2024
AMORES NOS TEMPOS DO COVID - Ronald Eucário Villela
O que podemos dizer de um tempo que nos moveu através de
medos, inseguranças, incertezas. Um tempo que nos privou do contato social,
ceifou vidas, incontáveis – sonhos que não puderam se concretizar. Um tempo que
nos colocou reclusos nos lares, ansiando pela prevenção ao contágio de um
vírus desconhecido num plano mundial.
Sim. Estávamos vivenciando uma cena que apenas ouvíramos falar – pandemia. Distante de nós em décadas, jamais supor pudéramos alcançar essa realidade. E cá estávamos nós a buscar nossos amores em tempo do Covid.
Afinal esse encontro seria possível? Ademais, o que poderiam ser esses amores: nossa vida pregressa passada a limpo? Encontros inesperados através da tela de um computador? Vidas cruzadas em alas frias de hospitais? Pois então, pressuponho que cada qual a seu modo pode retratar cenas de um cotidiano que permanecerá indecifrável em cada mente, pois que impossível imaginar o palco que se abriu perante uma platéia despreparada para o que estava por vir.
Pois então, Ronald Eucário Villela diz que sim - encontros são possíveis sim - e nos expõe sua alma, sua vivência, suas conquistas, seus amores em mais de quinhentas páginas onde suas memórias transitam entre a ficção e a própria realidade. Aliás, reminiscência de um passado que poderia muito bem ser o meu também, ser o de qualquer um de nós, ademais, em muitos momentos, me encontrei por entre as linhas, que percorria ávida de sua leitura, as quais também me escreviam.
Em muitos momentos, até, encontrei o impasse do questionamento, quando do autor o que haveria de ser ficção? O que de realidade? O que de autobiografia? E a mente me veio Fernando Pessoa a dizer ser o poeta um fingidor, para que, ao leitor as emoções figurassem como lhe bem aprouvesse.
Bom, esse parêntesis é próprio de cada leitor, pois que ao autor somente lhe cabe o saber onde começa a história ficcional e real. A mim, sua leitora, apenas tenho a certeza de me irmanar a muitas cenas através do enredo, muito bem escrito e elaborado, ao mesmo tempo em que passo a tecer pontos de vista depreendidos das linhas, e me ponho a perceber os “sonolentos e preguiçosos dias no bairro, os quais pareciam que não passavam... “. Sim, eram dias os quais transcorriam intermináveis.
Esperávamos os festejos natalinos, os aniversários, as férias, o retorno às aulas e contávamos a visita a casa da vovó. E nos empolgávamos com “as festas nas salas das casas, com dança e tudo mais”. As missas aos domingos, os flertes na praça principal da cidade. Sim... Foi nesse encontro que pude também me situar numa época em que se respirava amizade, um tempo que correspondia anseios, contava tempo e não se importava tanto com a conta do próprio tempo. Uma época em que amigos eram reais e não virtuais e os podíamos contar, quiçá, poucos, mas reais. Os amores duradouros. Tempos não fluídicos.
De repente, o cotidiano se viu transformado. Nossa mente
teve de se adaptar às situações diversas, adversas. O trabalho, de muitos, passou a ser
virtual. As casas adaptaram-se ao home office. Os noticiários consigo traziam
números que só aumentavam – contágios, mortes, amores que se viam privados de
mais vida. Era o tempo a dar conta em compor enredo de vida, visitar escaninhos
escondidos, deixados de lado, e que nesse agora, na iminência do fim, aflorava
num querer contar, num querer resgatar pedaços de memórias esquecidas, num
ansiar por mais vida, fragilizada por vírus invisível.
Assim, entendo a ânsia de Paulo – personagem - a percorrer
espaços entre amores num tempo do Covid, os quais poderiam muito bem retratar a
própria história de cada leitor; tardes de domingo em família, quando podia-se
cantar, rir, saborear quitutes gostosos. E, se o estar recluso pode
proporcionar um viés para compor tantas linhas, encontrar amores ao mesmo tempo
em que se despedir de amigos, familiares, conhecidos, o tempo do Covid pode
abrir horizontes para a reflexão individual, onde a cada um foi dada a oportunidade para se expressar
da maneira como lhe foi significativo esse período de dois anos, entre 2020 e 2022.
Ao autor valeu as páginas memoráveis de uma mescla auto ficcional e, sem dúvida aos seus leitores, a oportunidade em tecer novas linhas através das linhas impressas, pois é quando se fecha o livro, que o livro inicia na mente do leitor. Foi o que a mim representou estar aqui neste momento, depois de também passar pela experiência do Covid e colher experiências que, um dia, também serão registradas em minhas páginas, ainda em branco.
______________________
Texto de Inajá Martins de Almeida através da leitura do livro
"Amores nos tempos do Covid: autobiografia", de Ronald Eucário Villela
domingo, 3 de março de 2024
A LEITURA DAS PALAVRAS
Interessante que, vez ou outra, revejo meus textos, dentro dos arquivos em meu computador, e sempre os encontros me são prazerosos ao ponto de tecer comentários extras.
As palavras, as quais retorno a sua leitura e as reproduzo neste espaço, me foram de grande satisfação, pois que vindas de uma professora, em sala de aula, a orientar seus alunos a confeccionarem redação embasada na emoção exercida quando da apresentação do tema.
Era, pois O ato de ler que ganhara espaço junto a propositura do tema ENEM 2006, e que, além de servir de parâmetro para o exame daquele ano, motivou muitas redações além dessas.
Para mim, entrevistas me foram alcançadas, a publicação numa revista do sul, deixou em meus arquivos pessoais, memória inenarrável.
Todavia, embora meus esforços para contatar a professora Jacqueline Andrade tenham sido infrutíferos, o comentário permaneceu comigo desde aquele momento, e, sem dúvida, irá permanecer por tempo indeterminado neste blog.
A data encontrada marca 3/9/2008, quando de um comentário no texto O ato de ler, o que, infelizmente fora removido o link - assim, não tenho como retornar ao local de origem, entretanto, o que me ficou e permanece de incentivo, é o fato das palavras e estímulo aos alunos, assim como algumas palavras-chave, as quais tem um significado marcante para este retorno, quais sejam: - "encontrei-me" ... "é a minha cara " ... "emoções" ... "leitura é emoção" ... "sensação"
Esse, para mim, é o prêmio maior em se ditar um livro, ou mesmo um texto, como foi este, qual seja, ser lido, apreciado até reproduzido, recontado de formas vários.
Assim, passo a colocar as palavras da professora Jacqueline e, sem dúvida, essa releitura e alguns pontos colocados, trouxeram em mim um novo significado, uma sensação de pertencimento; de perceber que estamos irmanados em sensações emoções e encontros, com outras caras que poderiam ser a nossa.
Esse pertencimento não tem preço, pois que é a leitura que vai além da imaginação, além do ponto de vista, é capaz de dar voz a outras vozes. A encontrar no texto algo que nos faça nos enxergar nas palavras.
Assim, Jacqueline ficará para sempre referenciada em nossos encontros, ainda que seja apenas neste texto, o qual tive a intuição de escrever, colocar na galáxia internet e, sobretudo, ser encontrado pelo ENEM e por você minha motivadora de tantas linhas.
"Olá!
Nas minhas idas ao mundo
virtual da internet, encontrei-me com um texto que, como dizem meus alunos
presenciais, é a minha cara.
Falo encontrei-me com o texto,
e não, encontrei o texto, pois, para mim, tem conotações diferentes.
Para mim, foi um encontro, e
não um achado. Encontro porque envolveu magia. Envolveu cumplicidade. Troca.
Envolvimento. Parecia que já nos conhecíamos. Sim…o texto e eu…como uma cara
metade.
Foi algo prazeroso. Como todo
encontro…
Uso a palavra “encontro”,
porque me dá este sentimento de prazer. Como acontece quando ouço a palavra
“lua” e a palavra “estrela”. Não sei se com você acontece o mesmo, mas estas
palavras são mágicas…como a palavra “amor”. Essas duas palavras sempre tiveram
a força de remeter os amantes da vida a momentos mágicos…de leveza…de companhia
ou solidão…dependerá da situação, não é mesmo? São palavras que nos remetem à
imaginação…à fantasia.
Assim, quero compartilhar com
você este encontro.
Gostaria
de que você, após encontrar-se com este texto, escrevesse qual foi a sensação
que teve após a leitura dele.
Pode ser verdadeiro (a)!
Escreva apenas o que vier à sua
mente…pois é o que sai da alma. O que importa aqui são as emoções…E leitura é
emoção. Independente do tipo de emoção despertada em nós, não é verdade?
Pois bem! Vamos à leitura do
texto ” O ato de ler”
Um abraço carinhoso,
Profa. Jacqueline Andrade






